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“Vamos imaginar a seguinte situação: o carro A para no semáforo, o carro B para atrás e um terceiro veículo colide na traseira do segundo, que, por conseguência, bate no primeiro. Neste caso, na minha visão, o carro C é o responsável por todos os reparos, porque não existe distância regulamentar com o trânsito parado”, afirma.
Já em outra situação o carro A está parado no sinal e é atingido pelo carro B, que é colidido pelo carro C. “Em cenários assim, com engavetamento envolvendo muitos carros, é uma confusão. Eu já vi decisões em que cada um paga a sua frente e a traseira do outro. Neste caso específico, o carro B é responsável pelo conserto da traseira do carro A e da sua própria dianteira e o carro C é responsável pela traseira do carro B e pela sua própria dianteira”, argumenta o diretor da Fenacor.
E é possível bater na traseira de outro carro e não levar a culpa? Valle esclarece: “Em 99% dos casos quem colide na traseira acaba sendo culpado. Mas, realmente, há casos, mesmo que bem raros, em que o outro veículo é responsabilizado. Um desses é quando ele dá margem para ser colidido, como, por exemplo, quando o condutor muda de faixa e para. Mas é realmente muito raro, acho que até hoje só vi um caso assim